O que a maioria das escolas chama de inclusão
Incluir, para a maioria das escolas, significa cumprir a legislação. A criança com necessidades educacionais especiais é matriculada, ocupa uma vaga e aparece nos registros. Mas o ambiente não foi pensado para ela. As metodologias não foram adaptadas. Os vínculos não se formam. E o resultado, na prática, é uma criança presente fisicamente mas ausente do grupo, tolerada e não incluída.
Famílias de crianças atípicas conhecem bem essa realidade.
O que inclusão de verdade significa
No Colégio Conhecer, escola inclusiva em Porto Alegre há mais de 30 anos, a inclusão não começou quando a lei determinou. Começou quando um grupo de educadoras decidiu que toda criança merece um ambiente onde possa ser vista como é, aprender no seu ritmo e construir vínculos reais.
A maioria dos nossos alunos tem alguma necessidade educacional especial. Não são exceção. São o ambiente. Convivem com alunos típicos em turmas genuinamente integradas, com número reduzido de alunos, onde cada criança é acompanhada de perto. Aqui, ser diferente não é um problema a ser administrado. É uma condição natural do espaço.
O depoimento de um pai
"Minha filha tem autismo. Tem dificuldades para acompanhar a matéria e para se relacionar. Ela adora estar com os colegas, mas não sabe brincar. As crianças que tentam aproximação logo desistem, por não serem correspondidas nas suas expectativas.
À medida que cresceu, a diferença aumentou. E com ela, a rejeição. Na escola em que ela estava, os professores sempre se limitavam a me dizer: fique tranquilo, ela não incomoda. Mas eu não queria que ela se limitasse a não incomodar. Eu queria que ela aprendesse. Eu queria que ela fosse aceita.
Quando vi as colegas fugindo para não terem que lidar com ela, decidi que era hora de procurar outro lugar. E assim encontrei o Conhecer.
Na Conhecer, minha filha é livre, independente e aceita por todos. Ela não é mais a 'diferente'. É mais uma que está em busca de crescimento, socialização e amizades. Ela retomou o aprendizado, complementou sua alfabetização e seguiu evoluindo. Vê-la em um ambiente que a aceita como ela é e que propicia o contínuo desenvolvimento não tem preço."
Pai de aluna
Se você, de alguma forma, se reconheceu nessa história, seu filho tem lugar aqui.